Ser mãe ou ter mãe: eis a questão

mae-filha-netaComecei a viagem da minha vida há alguns anos.

Felizmente, como Deus sabe das coisas, fez com que eu não fizesse essa viagem sozinho.

É… tenho uma companheira desde o meu começo.

Primeiro ela foi o meu mundo.

Vivi dentro dela alguns meses. Ouvia seu coração, me alimentava de sua comida, respirava o seu ar. Cresci tanto que, um dia, não coube mais e tive que partir.

Que estranho esse novo mundo! Senti medo e chorei. Onde estava a minha protetora? Chorei mais ainda. Foi aí que ela me pegou no colo e me deu de mamar.

Que tranquilidade!

Me abraçou e me deu carinho.

Que segurança!

Ela foi a minha proteção.

O tempo foi passando e ela ficou contente quando eu engatinhei, feliz quando dei meus primeiros passos e se emocionou quando eu falei: Mamãe.

Ela foi o meu modelo.

Eu fui crescendo e havia momentos turbulentos, com bronca e tudo, e momentos serenos, com conversas gostosas e abraços.

E foi num Dia das Mães que eu percebi o quanto gostava dela, o quanto ela me fazia falta e pensei que muito melhor que “ser mãe” é “ter uma mãe”.

Cresci mais e descobri que ela também tinha dúvidas e medos e estava longe de ser perfeita.

Depois eu cresci tanto que fiquei mais alto que ela. E passei a achar muitas de suas ideias ultrapassadas. E nós discutimos.

Hoje já se passaram anos.

Dirijo a minha vida com ideias próprias. Ela me visita sempre que pode e tem os cabelos tingidos para esconder os fios brancos.

Minha mãe continua preocupada comigo, interessada na minha vida, querendo me ajudar.

Ela se diverte me vendo na condição de pai. E, o melhor de tudo, me ajuda no meu relacionamento com os meus filhos.

Hoje, mais do que nunca, somos companheiros de viagem.

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